Loading...

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Boas festas e um bom Inverno

Às 17 horas e 47 minutos de hoje [...] começou o Inverno. [...]
A Primavera irá retornar em breve, passados que forem 88, 99 dias, isto é a 20 de Março de 2010, às 17 horas e 32 minutos. Com ela virão os resultados do Solstício de Inverno, da união entre o masculino Sol e a feminina Lua, no esplendor do renascimento e da preservaçao da vida.

exerto retirado do blog Oficina das Ideias , vale a pena ler por inteiro.

José Pimenta, escultor

José Pimenta nasceu a 6 de Fevereiro de 1931, na freguesia do Souto de Abrantes.

Dos 12 anos aos 25 anos trabalhou em Lisboa, sendo ladrilhador de profissão.

Aos 55, abriu a sua loja de antiguidades.

E, completados os 68, atreveu-se a sonhar, começando a esculpir as primeiras peças.
O seu trabalho é, marioritariamente, de natureza religiosa, santos e diabretes, nas suas próprias palavras.


Os diabretes, que muito me cativaram, são cinzelados em tijolo de burro e todos têm uma estória associada.

Também faz a representação dos pregões de Lisboa, que lhe ficaram dos tempos em que lá viveu.
Reprodu-los no tijolo e em viva voz.

José Pimenta é um senhor de muitos natais e as suas peças expressam-no bem.

Tem loja e oficina aberta em Rio de Moinhos de Abrantes.
E, uma amostra do seu talento encontra-se no posto de turismo de Abrantes.

[Rota do Artesão no Médio Tejo]

sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Luís Grácio, escultor

Luís Grácio ,
escultor da pedra e da madeira, autor de um conjunto de peças magníficas, maioritariamente, de arte sacra.
Durante a época natalícia, encontra-se, no posto de turismo de Abrantes, uma amostra do seu trabalho, juntamente com peças de outros artesãos e produtos regionais saborosos, como o mel de Martinchel.


[Rota do artesão no Médio Tejo]

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

VII Jornadas de História Local - Abrantes


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

tempo e silêncio

A experimentação estética, o prazer de apreciar uma obra de arte pede-nos tempo e silêncio.
Esta é a teoria apresentada, em 1982, por Françoise Choay, investigadora francesa, de 84 anos, e muitas provas dadas, seriamente crítica da "engenharia da cultura".

Animação: onde e como começa ela? Geralmente no interior do edifício que ela se propõe arrancar à sua própria inércia, a fim de o tornar melhor e mais facilmente consumível, tendo por insuficiente a apropriação pessoal. O seu método é a mediação por via dos efeitos especiais aos comentários audiovisuais, passando pela reconstituição de cenas históricas imaginárias com a ajuda dos actores, manequins, marionetas, ou imagens de síntese.
Assim, torna-se cada vez mais difícil para o visitante evitar essas interferências e poder dialogar com os monumentos sem a presença de intérpretes. O comentário e a ilustração anedótica, mais exactamente, a tagarelice sobre as obras, cultivam a passividade do público, dissuadem-no, de olhar ou de decifrar com os seus próprios olhos, deixando escapar o sentido no passador das palavras ocas. Essas são formas demagógicas, paternalistas e condescendentes da comunicação. [Alegoria do Património, ed. 70, 2006, p. 231.]

sábado, 26 de Setembro de 2009

Inquérito ao Mundo Rural


O QREN 2007-2013 fala de Valorização do Território.

O ProDeR, cujas candidaturas abrem já em Outubro, de Dinamização das Zonas Rurais, de desenvolvimento de actividades turísticas e de lazer.

O programa de uma das candidaturas a votos no próximo 11 de Outubro, de criação de núcleos museológicos em todas as freguesias.

De programas, fundos e política não percebo nada mas gostaria de ver o património das vilas e aldeias perguntado e respondido:

1 - Quais os materiais de construção empregados? Pedra (granito, xisto, calcário, etc), adobes, tijolo, taipa, madeira, etc. cimento.


2 - Que forma tem o telhado? De um, duas, quatro águas, muito ou pouco inclinado? Há casas - cobertas por açoteias, cúpulas, etc? Qual é o material usado na cobertura? Telha lousa, colmo, etc.

3 - Como é a planta da casa? (Juntar desenho se for possível.) Dimensões da casa, das divisões. Quantos andares tem? Tem escada exterior, alpendre, varanda, coberta ou descoberta? Tem chaminé?

4 - Que forma têm as povoações? Arrendondadas, irregulares, alongadas num ou vários sentidos? Estão situadas no alto de montes, em encostas, no fundo dos vales? Viradas para que lado? Qual é a orientação das ruas principais?

5 - Há moinhos de vento, que forma têm? A sua introdução foi recente? Moem todos os cereais ou só alguns? Se estão abandonados desde quando, e porque deixaram de servir?

6 - De que se ocupa a maioria da população rural? Agricultura, criação de gados? Existem ofícios caseiros tais como a fiação, tecelagem, olaria, curtimenta de peles, fabrico de calçado, etc. As pessoas que exercem também trabalham a terra?

7 - Quantas escolas primárias do Estado Novo existem em todas as freguesias. Qual o seu estado de conservação? Estão abandonadas? Qual a sua utilização actual.

As seis primeiras questões são de Orlando Ribeiro , selecionei-as dos seus trabalhos publicados, apesar da idade, conservam frescura.


A última é inquietação minha, preocupam-me as velhas escolinhas de Salazar, tão nossas, tão portuguesas, tão suaves, tão desaproveitadas.

sábado, 5 de Setembro de 2009

A vida de Maria

Nascimento de Maria [fonte apócrifa]

Apresentação de Maria no Templo, onde vivera até completar 12 anos [fonte apócrifa]


Anunciação pelo arcanjo Gabriel [Evangelho de São Lucas, cap. I: 26-38]


Visitação a Santa Isabel [Evangelho de São Lucas, cap. I: 39-45]
A vida de Maria
contada em azulejos,
de 1664,
na igreja matriz

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

ainda agosto

A Era do Vazio, ensaio sobre o individualismo contemporâneo, de Gilles Lipovetsky, 1983, faz parte dos meus livros mal lidos que Agosto, a gosto, me devolveu.
O ensaio apresenta Narciso como a figura identitária da nossa contemporaneidade.

Pega em Narciso:
Quanto mais o Eu é investido, feito objecto de atenção e interpretação, mais a incerteza e a interrogação crescem. O Eu torna-se um espelho vazio à força de “informação”, uma questão sem resposta, à força de associações e de análises, uma estrutura indeterminada. [p. 53]

para chegar à política:
O fim do homo politicus e o advento do homem psychologicus, à espreita do seu ser e do seu bem- estar. [p. 43]

à educação:
A falta de atenção dos alunos, de que todos os professores hoje se queixam, não é senão uma das formas desta nova consciência, […] análoga à consciência telespectadora, captada por tudo e por nada, ao mesmo tempo excitada e indiferente, sobressaltada pelas informações, consciência opcional, disseminada, nos antípodas da consciência voluntária. [p. 54]

ao privado/público:
O culto da intimidade não tem origem na afirmação da personalidade, mas na sua queda. [p. 55]

à sentimentalidade:
Porque não posso amar e vibrar? Desolação de narciso, demasiado bem programado na sua absorção de si próprio para poder ser afectado pelo Outro, para sair de si e, no entanto insuficientemente programado, pois que deseja ainda um mundo relacional afectivo. [p.74]

à morte:
O desinteresse pelas gerações futuras intensifica a angústia da morte. [p. 58]

sábado, 1 de Agosto de 2009

Quantos trabalhadores independentes cabem em Portugal?

Trabalhador independente; freelancer; freela; profissional liberal.
Eu prefiro a expressão “tarefeiro”.
Foi a senhora Felicidade, de 80 e poucos anos, que me esclareceu. Perguntou-me o que fazia. Depois de me ouvir, concluiu: “ah, a menina é tarefeira”.
Precisamente, tarefeira, por minha vontade.
Não acredito no destino, fado, sina ou carma.
Há escolhas que não fazemos, mas a maioria são da nossa responsabilidade.
Parece-me redundante defender que as nossas opções são sempre condicionadas pelo meio. O meio já vivido, o meio que estamos a viver e o meio que esperançamos viver. Não é possível ser-se pessoa sem meio.
Bem sei que o elogio em boca própria soa a ego ilhado. Ainda assim gostaria de averbar sobre os trabalhadores à tarefa:
- Precisamos de ter ideias fortes, ou seja, criativas e sustentáveis.
- A constante mudança do ambiente de trabalho impõe-nos uma aprendizagem dinâmica e habilita-nos a fazer o estado da arte.
- É certo que o novo aumenta a probabilidade do erro, mas temos de contrariar o medo de arriscar. Os passos em terrenos de incertezas fazem parte.
- Não chega sermos bons gestores, temos de ser excelentes. Do tempo, das finanças e das emoções.
- Não fruímos da palavra “subsídio” e outras de semântica semelhante. Sem ajudas, Sem prisões.
Redes? Contamos com as nossas.

Este ano, Agosto sabe a férias :)

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

guerra&arte

O Guerreiro de João Cutileiro, miradouro do Almourol, concelho da Chamusca.

fotografia da CMChamusca

Em 1973, a propósito de uma outra obra do mestre Cutileiro, José Augusto França escrevera o seguinte:

Pedestre. Poderia ser equestre? Podia, sem dúvida, que a cavalo morreu o rei. Mas assim desmontado, com o elmo aos pés, os braços balançando, o olhar perdido, se apresentou mais verosimilmente, diante dos seus maiores – criança mal crescida, morta numa catástrofe maior do que o próprio sonho, desaparecida entre cadáveres loucos, sangue empapado e estrume de cavalos [...]
João Cutileiro rematou contra a imagística do costume, por talento próprio, de escultor, mas também por entendimento de um modelo mental. [...]

O passado não deveria apropriar-se do presente, mora lá atrás, que nos sirva de guia.
Pelas mãos do mestre Cutileiro D. Sebastião revinda a Lagos, mas outro, não o desejado.
Na vida romper com o costumado, é trabalhoso e arriscado.
Também na Arte Pública. João Cutileiro experimentou-o há 35 anos.
A escultura portuguesa destinada à rua arregimentou um gosto simples, sólido, formatado para resistir a qualquer mudança.